Por que um curso em Ecologia e Conservação da Biodiversidade na UESC?

A Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) tem um longo histórico relacionado a projetos e ações voltados para a conservação da biodiversidade e uso sustentável dos recursos naturais. Mesmo sendo uma universidade relativamente nova, a UESC sempre desempenhou um importante papel institucional em praticamente todas as ações e estratégias para a conservação da biodiversidade do Sul da Bahia, tanto por demanda governamental (federais, estaduais e municipais) quanto por demandas da sociedade civil organizada (ONGs). A principal contribuição da UESC neste processo tem sido o referenciamento técnico destas ações, suprindo a sociedade e o governo com informações obtidas por meio de pesquisa, bem como ações de projetos de extensão junto à sociedade.

O Curso de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade é um resultado natural deste processo, nascendo do compromisso com a temática ambiental. Com este curso, a universidade espera formar massa crítica para atuar na área de ecologia, ampliando cada vez mais a sua escala de atuação em Conservação da Biodiversidade.

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Serra da Capivara, Nordeste do Brasil, 6.000 anos atrás. A presença do homem nas Américas é relatada através de vestígios arqueológicos nos quais os mais impressionantes são as pinturas rupestres encontradas em vários sítios das cavernas do parque Nacional da Serra da Capivara, no sul do Piauí.  

E o que isso tem a ver com ecologia e conservação da biodiversidade? A resposta é uma só: tudo!

Através destas imagens pintadas na pedra estas civilizações pré-históricas puderam deixar registros do seu cotidiano e, principalmente, de como interagiam com o meio ambiente e seus recursos naturais. Como mais uma espécie no planeta, o homem caçador-coletor dependia de animais como répteis e mamíferos para sua alimentação e sobrevivência. Mais importante ainda, estas imagens deixam clara diferenças fundamentais entre o homem e as demais espécies: a capacidade tecnológica deste predador ao usar armas primitivas como instrumento para caça.

A imagem simbólica do homem primitivo empunhando sua lança e rodeado por vários elementos da biodiversidade dos quais ele dependia para sobreviver é uma referência clara da importância, e do impacto destas populações primitivas no balanço da natureza. O estudo da Ecologia e da Conservação da Biodiversidade nos ajuda a compreender questões importantes decorrentes desta relação consumidor-recurso retratada já nos primórdios da civilização ameríndia, na planície hoje ocupada pela caatinga no nordeste do Brasil.